Rede Orooni promove Curso de Formação para Jovens de Terreiro na UFBA




No último sábado, 16 de novembro, teve início o curso de formação para jovens de terreiro promovido pelo Orooni, a rede jovem de Candomblé. Com uma carga horária total de 32 horas, o curso será realizado em quatro aulas aos sábados na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal da Bahia (UFBA), abordando temas essenciais como decolonialidade e letramento racial, Candomblé e meio ambiente, cozinha afro-brasileira, gênero e transexualidade.
A aula inaugural contou com a presença do Dr. Hamilton Borges, que discorreu sobre decolonialidade e letramento racial. Em sua palestra, Hamilton destacou a rica história de resistência dos homens e mulheres negras e o importante legado que deixaram para as gerações futuras. Ele enfatizou a relevância do Orooni na organização da juventude, que busca a preservação, valorização e a transmissão dos conhecimentos ligados ao Candomblé.
“Esse curso não é apenas uma forma de educação, mas um fortalecimento da nossa identidade e ancestralidade”, afirmou Hamilton, ressaltando a urgência de discutir temas que permeiam a vida dos jovens de terreiro.


Na parte da tarde, o ogan Uesley Cruz conduziu uma oficina de ritmos e toques afro-brasileiros, incentivando uma poderosa conexão dos jovens com sua ancestralidade através do toque dos atabaques. A aula proporcionou um ambiente vibrante, onde os estudantes puderam experimentar e vivenciar a cultura afro-brasileira de maneira prática e enriquecedora.
O próximo encontro acontecerá no sábado, 23 de novembro, com o professor Marcus Alessandro, que abordará a temática “Candomblé e meio ambiente”. A expectativa é que a aula promova uma reflexão profunda sobre as relações entre a espiritualidade e a natureza, ampliando a conscientização dos jovens sobre as práticas sustentáveis na perspectiva do Candomblé.
O Orooni reafirma seu compromisso com a formação de uma juventude consciente e engajada, que busca não apenas aprender sobre suas raízes, mas também se tornar agentes de transformação social. A continuidade desse curso é um passo importante para a valorização da cultura afro-brasileira e a construção de um futuro mais sustentável e igualitário.




