Rede Orooni promove novo encontro do Curso de Formação para Jovens de Terreiro na UFBA neste sábado, dia 23

 Rede Orooni promove novo encontro do Curso de Formação para Jovens de Terreiro na UFBA neste sábado, dia 23

Após um início marcado por reflexões e vivências culturais, o Curso de Formação para Jovens de Terreiro, promovido pela Rede Orooni, segue neste sábado, 23 de novembro, com a segunda aula na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal da Bahia (UFBA). O curso, que se estende até dezembro, busca fortalecer a identidade afro-brasileira e a formação da juventude como agentes de transformação social.

O encontro contará com a presença do professor Marcus Alessandro, que abordará o tema “Candomblé e meio ambiente”, explorando as relações entre espiritualidade e práticas sustentáveis. A proposta é ampliar a conscientização sobre o papel da religião de matriz africana na preservação ambiental e nos desafios do aquecimento global.

Na aula inaugural, realizada no último dia 16, os participantes assistiram à palestra do Dr. Hamilton Borges, que destacou a importância da decolonialidade e do letramento racial na construção de uma juventude consciente e engajada. “Esse curso não é apenas uma forma de educação, mas um fortalecimento da nossa identidade e ancestralidade”, afirmou Hamilton, reforçando a urgência de discutir questões que impactam a vida dos jovens de terreiro.

Além disso, o ogan Ueslei Cruz (|Totó) conduziu uma oficina de ritmos e toques afro-brasileiros, conectando os participantes à sua ancestralidade por meio do som dos atabaques. A atividade proporcionou um momento de interação e aprendizado prático sobre a riqueza cultural herdada do continente africano.

Próximos encontros

Com uma carga horária total de 32 horas, o curso ainda terá aulas nos dias 7 e 22 de dezembro, abordando temas como cozinha afro-brasileira, gênero e transexualidade.

O Orooni reafirma seu compromisso com a formação de uma juventude consciente e engajada, que busca não apenas aprender sobre suas raízes, mas também se tornar agentes de transformação social. A continuidade desse curso é um passo importante para a valorização da cultura afro-brasileira e a construção de um futuro mais sustentável e igualitário.

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